Áspero anoitecer no cimento
cinzento
o ano cresce para o fim.
Entre a ruína de celeiros
e o desmazelo de lavras
a espera escura e certa de escassez.
Nem cães nem crianças.
Ás vezes ao longe, ao fundo de um se,
um rosto róseo
apócrifo, difuso.
De resto
sempre o alto cimento e os dias dentro
de vidro espelhado
onde se vêem contorcidas raras árvores.
Dezembro 13, 2009
Novembro 10, 2009
Pelo sonho é que vamos
A toxicidade dos sonhos
deve ser afixada
e desde cedo
explicada às crianças.
Nocivo alívio que ilude
do lado de fora a náusea,
a carência, dos dias
que se vem de viver.
Filtro que se infiltra
como uma praga, uma fuga,
que infecta as almas fracas
com a ilusão de possível.
deve ser afixada
e desde cedo
explicada às crianças.
Nocivo alívio que ilude
do lado de fora a náusea,
a carência, dos dias
que se vem de viver.
Filtro que se infiltra
como uma praga, uma fuga,
que infecta as almas fracas
com a ilusão de possível.
Julho 26, 2008
Subscrever:
Mensagens (Atom)

